A energia hidrelétrica é a espinha dorsal de redes elétricas em todo o mundo, fornecendo mais de 15% da eletricidade global e atuando de forma essencial para viabilizar o uso de outras fontes renováveis, como a eólica e a solar. Ela desempenha um papel fundamental em países como o Brasil, onde a geração hidrelétrica representa aproximadamente 60% da matriz elétrica.




Para continuar gerando energia, as usinas hidrelétricas em operação há anos ao redor do mundo precisam ser modernizadas para fortalecer sua capacidade existente e aproveitar ao máximo o poder da água. Como exemplo disso, a Usina Binacional de Itaipu, com seus 41 anos de operação, é um fenômeno: é uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo, com capacidade instalada de 14 GW, e atualmente está passando por sua maior atualização tecnológica, executada pelo Consórcio binacional CMI, composto pela GE Vernova (líder), CIE SA e Tecnoedil SA.
Bônus: pronto para uma jornada da água até a luz?
Imagine que você é uma molécula de água fluindo pela Usina de Itaipu, transformando-se em energia e sendo distribuída para atender à demanda de energia no nosso dia a dia. Quem esteve em Belém, cidade sede da COP30 no Brasil, teve a oportunidade de vivenciar essa experiência imersiva completa em realidade virtual 4D. E a versão 3D também está disponível online. Confira aqui:





Uma equipe diversa de engenheiros do Brasil, Paraguai e ao redor do mundo está trabalhando arduamente, com a missão monumental de viabilizar uma gestão “estado da arte” da usina. Trabalhando juntos, eles já concluíram algumas das principais fases de engenharia e testes. O projeto tem previsão de ser concluído em 14 anos, com a instalação e operação de sofisticados equipamentos em todas as 20 unidades geradoras. Sistemas críticos como o SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition), os Sistemas de Gestão de Energia (Energy Management Systems – EMS) e as Tecnologias de Automação de Rede, por exemplo, estão planejados para serem instalados e ativados no 2026.



A usina passará, ao longo dos próximos anos, para controles digitais mais avançados, ferramentas de monitoramento automatizado e uma estrutura robusta de cibersegurança — tornando-se, aliás, a primeira usina hidrelétrica com seu próprio sistema de cibersegurança. Trata-se de uma transformação digital robusta, prevista para durar cerca de 14 anos, e que tem como objetivo ampliar a segurança, a eficiência e a disponibilidade operacional. A longo prazo, essas atualizações e melhorias vão ajudar a estender a vida útil dos sistemas críticos da usina, garantindo a contribuição energética de Itaipu ainda por muitas décadas.
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Declarações prospectivas
Este artigo contém declarações prospectivas, que fornecem expectativas atuais com base em certas premissas. Exceto quando exigido por lei, não assumimos nenhuma obrigação de atualizar essas declarações.